abril de 2011
 
 

25/04/2011

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À opiniom pública

Reproduzimos na íntegra o conteúdo do documento, que, Telmo e Miguel presos em cadeias espanholas desde os passados meses de dezembro e março, respetivamente; tentam combater a desinformaçom e oferecer a sua versom dos factos repressivos que os conduzírom a prisom sem acusaçons nem provas concretas.

 

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À opiniom pública

Miguel Nicolas e Telmo Varela

Nós, os explorados e oprimidos, nom dispomos dos meios que tenhem as classes poderosas, entre outras cousas, porque elas detenhem o poder. Mas temos o direito e o dever de dar a nossa versom dos factos, ainda que nom tenha a difusom da deles.

Há quem acredite que a libertaçom do proletariado se defende com as armas espirituais, apesar de ser atacado com armas materiais cada vez que reivindica algum direito; as aspiraçons do proletariado nom som só algo espiritual, mas também algo material, polo que deve ser defendidas com armas materiais.

A oligarquia bem sabe que o sistema económico atual sobre, o qual se sustentam os seus privilégios, tem data de caducidade, que a classe obreira consciente é o autêntico inimigo do capitalismo, e que após se libertar da sua ditadura burguesa só pode avançar para um sistema justo e igualitário, para o socialismo real. Por tal motivio, apetrecham-se até os dentes derrochando ingentes somas de dinheiro em difamar e caluniar o proletariado, em criar um sindicalismo pactista e traidor com que controlá-lo e manietá-lo, em querer apresentar o preto branco, empenhando-se umha e outra vez em mostrar os realmente violentos como os defensores dumha democracia e dumha paz social com que submetê-lo, e os defensores da justiça social, do fim da exploraçom, na procura de umha sociedade mais avançada, como os violentos, os radicais, etc, etc, etc.

Sempre que a classe obreira se dispujo a organizar-se em autênticas organizaçons de classe, foi brutalmente reprimida e atacada sem piedade pola burguesia. Na Galiza, este fenómeno repete-se nos dias de hoje, quem viveu a greve geral do 27 de janeiro, sabe de que é que estamos a falar. Vigo estava literalmente tomada pola polícia, mediante mercenários fardados e à paisana ao serviço do capital.

Agora, um punhado de obreiros organizamo-nos arredor de um sindicato galego e de classe, a CUT, e isso nom podem permiti-lo, pois a CUT combate e luita pola libertaçom nacional e de classe, e sobretodo, organiza a classe obreira para que por ela própria, decida em assembleias democráticas e participativas o quê fazer em cada momento.

Isto é o que fai tremer a burguesia, o que quer evitar a qualquer custo e para isso organiza e ordena detençons de trabalhadores, para através da repressom descabeçar e criminalizar o movimento obreiro.

Há três meses detivérom Miguel Nicolás (obreiro do naval), no dia 9 de março detivérom Telmo e Iussa, também do naval, todos eles acusados de uns estragos no escritório do INEM de Coia. Olhai!, há que parar-se nas coincidências:

Três obreiros do naval viguês; os três afiliados de um sindicato combativo e de classe; e os três acusados de um incêndio ao INEM. Este facto é tam grave como para ter a três trabalhadores presos? Um deles já leva mais de três meses na cadeia.

Pois ao parecer, para o sistema é bastante mais grave atear lume a duas cadeiras e a um computador que matar duas pessoas. Pois os obreiros acusados de queimar duas cadeiras e um computador de um INEM estamos presos, enquanto os quatro "sindicalistas" que estivérom a ponto de assassinar dous porteiros de um clube de alterne está livres, nem sequer pissárom a cadeia, mas claro, os primeiros som "perigosos", obreiros dedicados à defesa da classe obreira que se empenham em questionar o sistema capitalista. E os segundos, som liberados sindicais de CCOO que, como todos sabemos, vendêrom as pensons, a reduçom dos salários, as prestaçons sociais e os trabalhadores, e que, além disso, nom só nom questionam o sistema capitalista, como todo o seu afám e esforço está em sustentá-lo para que nom se desmorone. Essa, e só essa, é a diferença para o tratamento de uns e de outros.

Lendo as notícias que saírom nos mass-media, sobre ambos os casos, fica ainda mais claro o que aqui tentamos dizer-vos. Nom vamos tentar desmontar todo quanto dixérom sobre explosivos, etc, etc, primeiro teríamos que ver esses explosivos. Que saibamos, os explosivos nom estám à venda ao público nem os pode manipular qualquer pessoa. Tampouco vamos dar aulas aos profissionais da "informaçom", nós modestos obreiros, mas sim podemos dizer que sabemos distinguir entre branco e preto, entre o que é justo e injusto. E cada qual com a sua consciência.

Por último, só queremos dizer que a exploraçom só pode ser combatida mediante o combate contra o sistema capitalista, a única maneira de sair desta crise é mudar o sistema económico que nos levou a ela, nom nos deixemos amedrontar nem desmobilizar; a maior repressom, maior resposta, a lacra do desemprego continua a expandir-se e todo "pacto social" só nos garante um futuro de miséria. Nom nos deixemos embaucar polo falso palavreado, só com o socialismo nos libertaremos das cadeias da exploraçom capitalista, nom há outra.

Somos reféns do sistema capitalista.



Diario Liberdade

 

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