09/01/2012
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Milionários galegos à frente dos mais enriquecidos do Estado espanhol no último ano de crise
Amancio Ortega, dono da multinacional têxtil Inditex, foi o empresário que mais aumentou o seu património em 2011, em plena crise sistémica.
Amancio Ortega, um galego à frente dos
milionários do Estado espanhol e na lista de
mais ricos do mundo
Como parte do mercado capitalista espanhol, os
principais milionários desse espaço aumentárom
em 2.150 milhons de euros os seus bens,
atingindo globlamente 37.700 milhons, o que
quase coincide com o défice que o governo
espanhol prevê para 2012.
O aumento patrimonial em lucros durante o
último ano de crise significou 6% para o
selecto clube dos milionários que sustentam o
regime capitalista no Reino de Espanha, apesar
de ser o pior ano desde que a crise começou
para o resto dos mortais.
No mesmo espaço de referência, o Estado
espanhol, convivem 4.422.359 pessoas no
desemprego, segundo dados oficiais
correspondentes ao mês de dezembro. A
desigualdade define as relaçons sociais no
regime bourbónico espanhol, com destaque para
territórios como a Galiza, que segundo os
mesmos dados fica acima da média no aumento do
desemprego e da precariedade laboral.
Nom é Amancio Ortega o único milionário galego
situado à frente dos que mais se lucram com a
crise. A sua ex-mulher, Rosalia de Mera, está
também no topo, junto a outro grande burguês
galego: Manuel Jove, fundador da imobiliária
Fadesa, que vendeu por 4 mil milhons.
Outros milionários espanhóis donos do atual
regime monárquico e capitalista som: o
banqueiro Emilio Botín, presidente do Banco de
Santander; a família Entrenacanales,
empresários donos de Accina, firma de
construtores e serviços; as irmás Alicia e
Esther Koplowitz, donas de grupos construtores
e de serviços como FCC; os banqueiros March; a
também empresa construtora ACS (os chamados
Albertos e Florentino Pérez, também dono do
Real Madrid)...
Aumento de impostos... à classe trabalhadora
Talvez seja este um bom momento para lembrar
que nem o PSOE primeiro nem o PP depois tomárom
umha medida elementar, que nem sequer quebraria
a lógica do sistema capitalista, servindo só de
leve paliativo: a instauraçom de um imposto às
grandes fortunas. A negativa explícita destes
milionários e das entidades empresariais a
aumentar os seus contributos fiscais foi
obedecida polos grandes partidos do sistema.
A melhor mostra disso temo-la numha das
primeiras medidas do governo do PP, que acabou
aprovar o aumento do IRPF em que 75% dos
financiadores dos rendimentos extra que o
Estado vai arrecadar pertencem a classe
trabalhadora, maioritária tanto no conjunto do
Estado espanhol como na própria Galiza.
Diario Liberdade
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