05/12/2011
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ACTUALIDADE
Sobre língua, activismo, papel higiénico e outras cousas
O colaborador do GC e escritor Sechu Sende repasa nesta crónica os prexuízos que existen en torno ao galego, así como a vinculación da lingua galega aos novos movementos sociais.
Que há de novo no
Pois, entre outras muitas cousas, a relaçom
deste movimento social com a língua.
Eu falo galego desde os 16 ou 17 anos. Antes
dessa idade sempre falei em espanhol. É
curioso, da minha etapa como castelám falante
si que lembro a visiom distorsionada e parcial
que tinha sobre a língua galega e a gente que
falava galego, mediatizada polos prejuíços mais
habituais: quem fala galego é da aldeia, ou
nacionalista, ou tem mais de sesenta anos… Em
fim, estereotipos que daquela e hoje continuam
vigentes e que eu mesmo vivim quando
adolescente.
Lembro tamém que, desde a minha vivéncia como
castelám-falante, o galego nom era necesário:
parecia-me que podia viver perfeitamente sem
el. Ademais, por riba, quando intentava falar
galego eu sentia-me raro, estranho, dava-me
corte, falava-o fatal.
Esta percepçom da língua cambiou,
efectivamente, quando despois dumha série de
mudanzas na minha própria relaçom com o mundo e
as persoas, comecei a falar galego e, logo,
comecei a viver em galego.
Desde aquela tenho umha grande curiosidade pola
sociolingüística e a psicologia social. O
lingüista basco Sánchez Carrión entende os
procesos –persoais e sociais- de aprendizagem
das línguas arredor de tres elementos centrais:
a motivaçom cara a língua, o conhecemento dessa
língua e os usos que fazemos dela.
A motivaçom, as actitudes favoráveis ou
contrárias cara a umha língua, som
determinantes para que umha persoa fale ou nom
essa língua. E hoje, podemos dizer –como quando
eu era neno- que há gente que aprendeu a falar
galego, gente que aínda nom aprendeu a falar
galego e gente que aprende a NON falar galego.
Gente que aprende a nom falar galego! Vaia.
Este é o colectivo que mais nos preocupa e
atrai a nossa curiosidade.
Na situaçom actual de minorizaçom da língua
galega e com os índices de uso mais baixos da
história –por exemplo, aquí, em Ferrol nom
chega a falar galego habitualmente nem o 4% da
gente mais nova-, consideramos de vital
importáncia destacar as motivaçons e actitudes
como motores a favor ou lastres em contra do
cámbio social a favor do nosso idioma.
E, neste sentido, desde o ponto de vista da
criatividade social, fai-se fundamental
sabermos que o proceso de normalizaçom da
língua é um proceso de participaçom colectiva
aberto a toda a sociedade: a quem fala sempre
em galego, a quem fala mais galego que
castelám, a quem fala mais castelám que galego,
e, por suposto tamém, a quem fala habitualmente
em castelám.
Todos e todas podemos construír esse cámbio
social para a nossa língua, para nós.
Hoje trabalho como profe de língua e um dos
objectivos da minha profesom é aumentar as
competéncias comunicativas da gente nova com
quem trabalho, facilitar recursos para melhorar
o uso e as actitudes cara á língua galega. E,
neste sentido, nom só trabalhamos com
exercícios gramaticais ou ortográficos senom
com elementos mais próprios da psicologia
social que da filologia: diglosia, autoestima,
seguridade persoal, autoimagem, prejuíços. Que
as persoas sejamos ou nom competentes
comunicativamente numha língua tem a ver muito
com a nossa própria vida social. Os idiomas
construem-se nas relaçons sociais.
Lástima! Nos últimos tempos esta-se a fazer
visíbel em muitos e variados contextos a figura
do rapaz ou rapaza nova que nom é competente em
língua galega. E nom porque nom aprobara a
matéria em língua no ensino obrigatório senóm
porque nom chegou a socializar-se como falante
de galego em contextos de normalidade
lingüística, de comunicaçom activa e criativa.
Muita desta gente nova, como eu mesmo quando
era adolescente, nom tem experiéncia como
galego-falante. Muita gente nova continua a
identificar o galego com valores socialmente
marcados, através dos prejuíços. E para muitos
destes mozos e mozas resulta normal nom falar
galego, porque nos seus contornos mais
inmediatos, nomeadamente urbanos, a preséncia
do galego entre a mocidade é practicamente
invisíbel.
Para nós, diante deste panorama, o humor vem
sendo umha ferramenta de criatividade
fundamental. Temos criado um Método de Hipnose
para falar galego, -do que já se deverom
aproveitar arredor de tres mil persoas nos
últimos quatro anos-, realizado um Estudo
Sociolingüístico da Mocidade baixo os efectos
das drogas, Umha Guia Sexual da
Sociolingüística… Ou umha intervençom na
Universidade de Vigo dirigida a prestigiar a
nossa língua entre a gente que, vinda de fora,
quere aprender a falar a nossa língua: Busco
amante-galego-falante! Ao lado destas
intervençons mais heterodoxas sempre há lugar
para a intervençom mais social e política: Eu
nunca serei yo.
E chegamos, despois dos prolegómenos, ao
Devo advertir que a relaçom entre o movimento
social conhecido como
Evidentemente, o tema da língua neste país é um
tema enraizado com a justiça social. A língua,
entre outras muitas cousas, é umha causa
social. A língua, criaçom social, produto da
criatividade cidadá, é um dos factores de
desenvolvimento de qualquer sociedade. Em
Santiago, em Londres, em Madrid, ou no
Curdistam as línguas próprias destes
territórios podem ser chaves de desenvolvimento
económico, social e cultural. Ou, pola contra,
chaves de subdesenvolvimento económico, social
e cultural.
E que fazemos falando de língua num foro como
este?
No nosso caso apoiamos a acampada no Obradoiro,
participamos em assembleias, presenciamos
dinámicas de comisions, participamos em
actividades, e, em relaçom com o tema que nos
ocupa, dinamizamos um Obradoiro sobre Actitudes
Língüísticas, com o subtítulo de Método de
Hipnose para Falar Galego. Convidado pola
acampada de Ferrol, tamém participei num acto
de carácter literário-comunicativo en torno á
ecologia e a língua. Gostaria de ter
participado mais, abofé!
No Obradoiro sobre Actitudes Lingüísticas, por
exemplo, compartim a minha preocupaçom arredor
de tres prejuíços relacionados directamente com
as acampadas. Fronte á identificaçom da nossa
língua com a gente maior, o rural e determinado
partido e/ou ideologia, a presença da língua
galega na acampada neutralizaria esses
prejuíços pois identificaria a língua com gente
nova, num contorno urbano e num ámbito
apartidista.
Poderiamos falar de tres níveis experienciais
relacionados com este movimento:
Primeiro. A própria acampada. A participaçom in
situ.
Identificada com valores como a transformaçom
social, a sociocriatividade, o intercámbio e o
debate ideológico, a horizontalidade, as
relaçons interpersoais, a conjunçom de raçons e
afectividade. Um espaço aberto, flexível, de
intercámbio e aprendizagem. Estes valores, para
quem trabalhamos directamente em dinamizaçom
lingüística, som aliados e facilitadores do
cámbio social da nossa língua.
Ao mesmo tempo, o feito de que o proceso de
normalizaçom seja um proceso absolutamente
baseado na innovaçom, polo que tem de criativo,
-de conquista de novas actitudes e
comportamentos- fai que a língua seja um
facilitador mais de renovaçom, de
transformaçom, de cámbio e revoluçom. Muitas
persoas que começarom a falar galego á calor do
movimento
Segundo. As redes sociais. A participaçom
virtual.
Neste sem-lugar deu-se um debate
sociolingüístico mui interesante e complexo.
Talvez resultou mui visíbel a bipolarizaçom
entre aqueles agentes favoráveis á normalizaçom
da nossa língua e os activistas contrários á a
nossa língua, mui minoritários.
Um dos discursos mais visíveis na rede foi o
que se deu dentro desse sector do que podemos
denominar como “galeguismo”. Dentro do
“galeguismo” houbo um sector que mantivo umha
actitude de rechazo á participaçom no
movimento: “Eu nom participo porque o movimento
nom se expresa em galego. É espanholista.”
Assi respondia alguém a esta actitude desde o
twenti: “Hay un tipo que no se limpia el culo
desde hace tres años porque el papel higiénico
no viene etiquetado en gallego”
Terceiro. A observaçom externa da gente nom
participante.
Um movimento em cámbio permanente.
A medida que o movimento evolue fica claro que,
como qualquer energia, se transforma. E assi,
em Compostela, a presença do galego foi em
aumento demostrando que a adopçom, a vivéncia
da língua, se construe com a participaçom de
persoas que nom a refugam, que nom a rechaçam,
que a utilizam.
O movimento é um organismo colectivo que
constroi a sua própria identidade com as
aportaçons dos indivíduos. O colectivo será
mais ou menos feminista, anticapitalista,
neoliberal, pro-capitalista, galego ou marciano
segundo o trabalho de acçom social dos seus
integrantes sejas mais ou menos feminista,
anticapitalista, neoliberal, pro-capitalista,
galego ou marciano.
Mas o que mais chamava a atençom era que por
vez primeira na história moderna, um movimento
social irrompia nas nossas vidas marginando a
língua galega.
O movimento vizinhal, o feminista, o
ecologista, o cultural… venhem adoptando a
nossa língua como veículo de expresiom da
justiça social asociada aos seus valores e
intereses.
É curioso, Nunca Mais foi um movimento onde a
língua representativa, de identidade e coesiom
foi, com toda naturalidade, sem ningum tipo de
debate ou estranhamento, a própria do país.
Nunca Mais foi um movimento galego que se
expresou em galego. O movimento social mais
internacional, precisamente, o que saltou mais
fronteiras e, ao mesmo tempo, o movimento mais
plurilingüe, pois nel participou gente de mui
diversas culturas e povos. Conheço mais dumha
persoa –do país e de fora- que começou a falar
galego naquela altura.
Quase dez anos despois, com a chegada á
participaçom social da primeira geraçom que na
história fala galego de forma minoritária –só
arredor dum 35 por cento da gente de menos de
25 anos fala galego habitualmente, e essa
porcentagem baixa muito nas cidades- o
movimento social que esta vaga de mocidade
urbana impulsa aparece publicamente minorizando
a nossa língua.
E com aparente normalidade, essa normalidade
que invisibiliza e siléncia os conflitos, a
algumha gente mesmo chega a parecer-lhe normal
que um movimento social que pula pola justiça
social margine o galego.
Que mudou entre o movimento cidadám Nunca Máis
e o Movimento
Pois que a do
Assi que temos que umha das principais
innovaçons do
É tamém umha contradiçom com a modernidade, com
a actualidade das luitas sociais que, por todo
o planeta, identificam justiça social e
ecolingüismo, justiça social e procesos de
normalizaçóm de línguas minorizadas.
E em relaçom com isto fica o nexo entre
direitos humanos e diversidade cultural e as
ameazas da “globalizaçom” económica conta a
diversidade lingüística. Em palavras de Tove
Skutnabb e Robert Phillipson, que traduzo: “Os
sistemas económicos e políticos globais som,
junto com os médios de comunicaçom e o ensino,
os agentes mais responsáveis do extermínio
lingüístico actual”. (1)
Nesta palavra pode estar umha das claves:
neoliberalismo lingüístico.
Neoliberalismo lingüístico
O objectivo do liberalismo é a liquidaçom das
“conquistas” sociais, dos projectos sociais e
colectivos, em favor do individualismo. A
língua passa a ser entendida nom como “bem
comum”, nom como fruto da identidade colectiva
e da criatividade social, senóm exclusivamente
como um elemento restringidamente individual. E
como outros bens comuns, -o ensino, a água,
etc- as línguas minorizadas devem someter-se ás
leis dos mercados, á lei do máis forte.
Neste momento de máximo conflito ideológico
entre modelos de organizaçom social, é curioso
olhar como agromam visibelmente as mensages e
os activistas neo e ultraliberais que
conseguirom popularizar o seu ideal de
convivéncia lingüística, na linha do grupo
radical Galicia Bilingüe, mui coincidente com a
filosofia do governo do Partido Popular, e com
a amplificaçom diária dos jornais mais
espalhados polo país.
Resumo
1. Há gente que nom fala galego porque nom tem
competéncias comunicativas na nossa língua,
mesmo despois de se formarem no sistema escolar
galego. Cito dous exemplos de facebook:
“Prefiero hablar castellano para no darle
patadas al gallego”. “Yo es que hablo mal el
gallego, si lo hablara mejor no tendría
problema.”
O bom é que isto é reversível. Pode-se amanhar,
sempre que a persoa tenha vontade.
A falta de competéncias comunicativas em galego
percebe-se no próprio movimento. No facebook da
acampada de Vigo, por exemplo: “Poñede un curso
de galego na comision cultural ou un curso a
non ter medo a falar en galego en público.”
2. O desapego da língua de parte do movimento
3. Calhou o discurso do neoliberalismo
lingüístico –o neoliberalismo maioritário na
Galiza é nacionalista espanhol- , mesmo entre
persoas contrárias ao neoliberalismo económico.
É mais difícil identificar e responder ao
liberalismo lingüístico que o económico? Parece
que si.
4. Perderom-se ámbitos de uso da língua num
contexto –o da rua, o do movimento social- que
há dez anos nem se discutiriam. Por exemplo, no
facebook na acampada de Vigo deu-se um debate
mui curioso, com argumentos como este: “No es
obligatorio hablar a la radio gallega en
gallego.”
5. A língua resulta estranha para algumha
gente, mesmo há quem a considera um problema,
um obstáculo, algo prescindível: “El debate del
gallego en el movimento no pega ni con cola”.
6. Actualizam-se prejuíços lingüísticos
tradicionais: “Si se pierde el gallego da
igual, no es una gran pérdida para la
humanidad.” “Si lo hacemos en gallego puede
haber gente que no entienda.”
7. A língua galega ve-se como umha imposiçom,
argumento principal do supremacismo lingüístico
de Galicia Bilingüe. Ve-se com imposiçom mesmo
falar deste tema nos foros do movimento, a
pesar de que é um conflito que aparece umha e
outra vez, incesantemente, nos espaços abertos
e plurais do movimento. “Es una obsesión”
8. Pode-se fazer umha leitura em positivo: o
tema da língua tivo umha grande presenza na
dinámica do movimento, foi um dos temas estrela
no debate da construçom da identidade colectiva
do movimento. Mesmo despois desta mesa redonda,
no Foro Social de Ferrol…, qual foi o tema que
monopolizou a assembleia?
9. O próprio debate originou um crescimento da
reflexiom e da conciéncia lingüística nas ruas,
nas praças, na rede.
10. Este dinamismo asembleário, a criaçom de
encontros contínuos, plurais e criativos,
favoreceu a actualizaçom do discurso e das
acçons en torno á língua galega. A sociedade
mudou, e a forma de debater, conviver, agir a
respeito do conflito lingüístico mudarom. E as
innovaçons fam-se mui visíveis em momentos de
explosividade social como este.
11. De aí que estes espaços coletivos e redes
sociais servirom como oportunidade para
socializar e compartir images e realidades
criativas da nossa língua. Por exemplo, a
naturalidade com a que as novas geraçons
participam do reintegracionismo e a boa
recepçom desta corrente social.
Um comentário no facebook da acampada de
Compostela: “Pensaba que los lusistas era unos
radicales y son gente com nosotros”.
12. Umha das fontes de energia do movimento -e
da língua- veu da mao do mundo da cultura e @s
artistas. A participaçom de gente com O Leo,
Carlos Gende, Sacha na Horta, e muitas outras
artistas que tenhem um uso normalizado do
idioma, figerom que a língua fosse percebida
como elo de coesiom do movimento.
13. De súbito e transversalmente, fai a sua
apariçom umha nova geraçom de activistas pola
língua. Existe umha renovaçom.
14. Tamém se fai visível a apariçom de gente
que accede, por vez primeira, ao uso da língua.
Contra o que poida parecer, ao mesmo tempo que
houvo espaços que reprimirom –formal ou
informalmente- o uso do idioma, existirom
dinámicas que favorecerom o uso da nossa língua
entre @s nov@s activistas do
15. Aínda que o movimento se constroi com
princípios de horizontalidade, e de valoraçom
do colectivo sobre os individualismos, foi
simbólico que umha persoa como Carlos Taibo
figesse umha reivindicaçom da língua num dos
centros neurálgicos do movimento, a Praça do
Obradoiro: “Este é um movimento que xorde da
assembleia e a assembleia é plenamente soberana
e constituínte. Este é um movimento que promove
a autoorganizaçom e a autogestiom. Nessas
condiçons que problema haveria de existir para
que este movimento fosse estritamente galego,
que outra cousa poderia ser o nosso movimento
que um movimento que se expresa na língua que
estou a falar agora”. Ou noutra ocasióm: “É
imposível imaginar um movimento popular que nom
se exprese em galego”
Conclusons:
Umhas palavras do filósofo Xosé Calviño:
"Fronte á pretensión da ideoloxía dominante de
lexitimar a orde social existente, presentándoa
como 'o normal' e como garantía de paz social,
hai que tomar conciencia de que a organización
social non é harmónica nin pacífica nin
solidaria.
E isto debe ser o arranque dun compromiso de
denuncia e participación na transformación
social.
Neste sentido, non se debe aceptar a
perspectiva do consenso como a única posible e
hai que valorar tamén a perspectiva do
conflicto como dinamizador e como fonte de
movementos sociais reivindicativos (de clase,
raza, sexo...)
Non esquezamos que, como nos di Kant, se o ser
humano ten que cumprir coas leis é porque ten a
capacidade de facelas."
Assi que fronte a um sistema que pretende
invisibilizar os conflitos, o
1. O proceso de normalizaçom da língua é um
proceso sociocriativo, de participaçom social,
aberto á pluralidade social. Cumpre, pois,
facilitar o achegamento á língua ás persoas
que, por raçons de mui diferente tipo, nom
tiverom contacto com o nosso idioma.
Os espaços de criatividade ideológica, política
e social dos movimentos sociais som favoráveis
á própria dinámica de desenvolvimento dos
procesos de normalizaçom das línguas
minorizadas, necesitadas de espaços públicos –e
privados- de debate, intercámbio e participaçom
social.
2. Neste proceso de revitalizaçom social da
língua galega tenhem suma importáncia os
elementos relacionados com a psicologia social:
prejuíços, motivaçons, actitudes. A geraçom que
protagonizou o
3. Cumpre fornecer-nos de recursos contra a
ideologia do ultraliberalismo lingüístico que
despreça a nossa língua como bem comum.
4. E ti que pensas sobre esta ideia? A língua é
um dos elementos fundamentais da sociedade
galega, e a normalizaçom do nosso idioma é
imprescindível para um desenvolvemento social,
económico e cultural do país baseado na justiça
social e na sostibilidade.
5. A pesar de que o galego seja umha língua com
problemas de minorizaçom social, cumpre ter em
conta que si, nestas alturas da história, quem
queira tem ao seu dispor papel higiénico
etiquetado na nossa língua.
(1) "Derechos humanos y diversidad cultural".
Jose Vidal- Beneyto (Editor), Ediçons Icaria,
2006, Barcelona.
O seu texto forma parte dunha intervención que
o autor tivo no Foro Social de Ferrol.
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